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Obesidade infantil: perigo real e imediato

Dados preocupantes do Ministério da Saúde mostram que 12,9% das crianças entre 5 e 9 anos estão obesas e 17% das menores de 5 anos tem sobrepeso.

Alimentação inadequada, sedentarismo e pouca atenção dos pais para o problema são os principais responsáveis.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) deve emitir para breve um relatório sobre a qualidade de vida pesquisado nas diversas nações.

As políticas públicas para mudar essa situação são tímidas. Todas sabem o que deve ser feito, mas medidas eficazes não são implementadas.

O “dever de casa” deve começar a ser feito pelo governo. Educação alimentar correta nas escolas, divulgação pela mídia de hábitos saudáveis relacionados aos riscos de desenvolver doenças crônicas quando não são adotadas, são algumas das medidas a serem urgentemente tomadas.

Outra importante questão é o “marketing” agressivo e sofisticado da indústria ao promover produtos ultra processados, com mais açúcares e gorduras em detrimento dos menos processados com mais fibras e proteínas. O consumidor, principalmente o mais jovem e pouco atento aos rótulos (às vezes enganosos) é presa fácil. Políticas públicas eficazes são única forma de inibir essas grandes e poderosas empresas junto aos políticos com fortíssimo lobby, a maioria delas internacionais e que pouco se importam se esses jovens consumidores de hoje serão os diabéticos, hipertensos e cardiopatas de amanhã.

O consumidor também tem a sua parcela de culpa. Denunciar práticas ilegais como venda de brindes junto com alimentos, e evitar a aquisição de produtos sem proposta saudável, é um bom começo. Devemos também cobrar de nossos representantes no Congresso Nacional leis mais duras, vigilância mais eficaz e penalidades exemplares para aqueles segmentos empresariais que pouco se importam com a saúde da população.

Dr. Antônio Paulo Filomeno
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